‘A paixão pela fotografia vem da infância, quando precisava de um estudo para fazer a imagem nascer’, recorda Renato Guzeloto

‘A paixão pela fotografia vem da infância, quando precisava de um estudo para fazer a imagem nascer’, recorda Renato Guzeloto

Conversamos com Renato Guzeloto, de 65 anos, pai de dois filhos. Empresário e agente penitenciário, sua trajetória no comércio de Mirandópolis começou em 1988. Sua esposa Alice Guzeloto, além de trabalhar na empresa, empreendeu no ano passado com um trailer de churros, crepes e cachorro-quente. Confira essa trajetória em uma entrevista especial.

Como foi sua infância?

Eu nasci em Guaraçaí, foi uma infância tranquila por ser uma cidade do interior. Mas comecei a trabalhar cedo, meu primeiro emprego foi na Pernambucanas, com 14 anos. Depois fui trabalhar em uma empresa que tinha impressão de fotografias. Lá eu fiquei cerca de quatro anos. Na sequência surgiu uma oportunidade de ir para São Paulo, pois naquela época o Bradesco recrutava uns jovens e levava para a capital. Fiquei quatro anos no Bradesco e depois quatro anos trabalhando no Itaú. Nesse período que conheci a minha esposa.

Quando retorna de São Paulo?

Eu conheci a minha esposa, a Alice Guzeloto, que também é de Guaraçaí, em São Paulo. Depois que casamos entendíamos que criar uma família por lá seria mais difícil, então decidimos montar um negócio em Mirandópolis, isso foi em 1988. A nossa primeira loja foi na rua Rafael Pereira, ficamos lá por um ano. Depois ficamos cerca de nove anos do lado do cartório, sendo que depois vim aqui para essa região que estou hoje. Só ali na esquina da rua 9 de Julho fiquei 18 anos, onde hoje é a loja Peroba Caça e Pesca. Na pandemia precisei mudar de prédio por conta do custo, com isso mudamos para a rua João Domingos de Souza, nº 124.

Você se chama Renato, porque Foto Celso?

Sempre tive o sonho de montar uma empresa de foto, como já tinha trabalhado nesse setor a fotografia para mim sempre foi algo mágico. Quando fui abrir a loja, não queria colocar o meu próprio nome, achava que ficava um pouco egocêntrico. O Celso é meu irmão (risos), e sempre achei um nome fácil de guardar, por isso colocamos. O engraçado é que muita gente me chama de Celso achando que é meu nome, mas não é. O Celso veio a falecer no ano passado, na verdade somos em quatro filhos, mas só eu estou vivo.

Quando surgiu a paixão por foto?

Quando eu era criança queria trabalhar na roça, porque achava que era mais fácil o trabalho braçal do que ter que pensar, usar a cabeça para ter o meu sustento. Mas minha mãe sempre falava que roça não dava futuro, que eu precisava trabalhar em alguma empresa. Foi quando comecei a trabalhar em Guaraçaí e tive a oportunidade de trabalhar na empresa de foto. Antigamente era foto preto e branco, precisava de um estudo para fazer a imagem nascer. Hoje podemos dizer que perdeu a graça porque a pessoa não precisa estudar nada para tirar uma foto.

São mais de 35 anos em Mirandópolis?

Isso, começamos em 1988 e estamos firmes até hoje. Quando chegamos aqui só tinha o Sakashi, que já não mexia tanto com foto, e o Savaeda. Podemos dizer que nos anos 90 faltava profissional na cidade, com isso fui ganhando meu espaço aos poucos. Enquanto trabalhávamos com revelação de foto o negócio era muito bom, depois que entrou o digital começou a complicar. Eu revelava 1.800 fotos por dia, depois com o digital passei a revelar 150 fotos por dia, foi preciso reiventar o negócio focando nos vídeos e em outros serviços.

Você também é agente penitenciário?

Sim, surgiu a oportunidade de fazer o concurso em 2007, era a chance de ter uma renda extra além do empreendimento. Passei e comecei a trabalhar em 2009 na cidade de Hortolândia, depois passei por Jundiai, Florida Paulista e outras cidades, até chegar em Mirandópolis e ficar mais tranquilo.

Hoje você enfrenta um câncer?

Estou fazendo tratamento em Jales, descobri em 2022, mas não posso dizer que foi um baque, porque dois irmãos morreram de câncer, mas era no esôfago, o meu é na próstata. Não adianta entrar em desespero, precisamos enfrentar o desafio de cabeça erguida e com fé. Eu não digo que estou doente, quem fala isso são os médicos. Estou bem, não sinto nada, acredito que ter esse pensamento me ajuda muito.

 A Alice empreendeu com o churros?

Isso, no ano passado, mais ou menos em abril, o meu filho deu a ideia de abrir um churros. Hoje tem também crepes e cachorro quente. Ela fica diariamente na praça central, mas quando tem um evento ela vai até o local.


                       
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