Sonia Valério detalha sua trajetória de vida e os desafios nos primeiros meses de trabalho como diretora de Cultura de Mirandópolis

Sonia Valério detalha sua trajetória de vida e os desafios nos primeiros meses de trabalho como diretora de Cultura de Mirandópolis

A Prefeitura de Mirandópolis comunicou em março que Sonia Rodrigues de Lima Valério estava assumindo o departamento de Cultura e Turismo do município. Depois de três meses de trabalho, conversamos com a pedagoga para entender os desafios enfrentados ao assumir o cargo e sobre suas expectativas com os festejos em junho, assim como conhecer sua trajetória de vida que tem uma boa parte dedicada a educação. Confira na sequência a entrevista na integra.

INFÂNCIA

‘Nasci em março de 1968, em São Paulo, mas apenas nasci, pois toda minha vida foi em Mirandópolis. Cresci com pai, mãe e dois irmãos. Comecei a estudar no parque infantil Savero Tramonte, depois passei pelo Sesi e Ebe Aurora. Eu tinha o sonho de ser médica legista, com isso fui fazer um curso de atendente de enfermagem, mas naquele período não tínhamos acesso a educação como tem hoje, digo na questão de estudos online e até de financiamentos. Mas não deu muito certo, logo depois casei e na sequencia engravidei, com 18 anos (1986). Nesse momento entendi que tinha que terminar os estudos, daí fui fazer magistério no Noêmia, foi quando iniciei e logo me apaixonei pela profissão’.

FILHAS

‘Casei e tive uma filha, a Daniela, que tem 36 anos e é fisioterapeuta. E tenho uma filha do coração, que é a Julia Roberta, que conheci quando ela tinha 1 ano e cinco meses. Hoje ela está com 15 anos. Deus colocou ela no meu caminho quando fiz um trabalho voluntário na Casa Abrigo. Briguei por sete anos para conseguir legalizar ela como minha filha, foi uma luta que iria brigar até o fim da minha vida. Graças a Deus as coisas se resolveram’.

TRABALHO

‘Quando estava terminando o magistério, a Sonia Odorizzi me deu uma oportunidade de trabalho. O que eu sou como educadora, devo muito a ela, pois me deu o suporte e me ensinou muita coisa sobre educação. Fiquei 12 anos entre Vidinha Feliz e Anita Gamo, depois trabalhei sete anos de Objetivo. Isso sem contar os diversos anos que lecionei no município, mas nunca fui efetiva. Eu sou formada em Pedagogia, com ênfase em administração e supervisão, e possuo ainda especializações em educação especial, psicopedagogia, educação empreendedora e braile’.

Departamento de Cultura está com exposição de fotos antigas aberta ao público. Foto: Eduardo Mustafa

CONVITE

‘O interessante é que esse ano ainda não tinha sido chamada para dar aula, estava preocupada. Até que em março recebi o convite do prefeito Mirão para ser diretora do departamento de cultura. Eu conheço o Mirão desde a infância, por convívio de alguns amigos e depois por ele ter sido presidente do Sindicato dos Servidores, então sempre tive uma boa relação com ele’.

DESAFIO

‘Confesso que ao receber o convite tive receio de aceitar, foi um medo, que entendo como natural, de não corresponder as expectativas. Mas conversando com ele (Mirão) e alguns amigos, entendi que era a minha oportunidade e que sou capaz. Além disso, sempre fui uma pessoa humildade para pedir ajuda no que for necessário. O que me deixa feliz, olhando esses três primeiros meses, é que todos os funcionários da prefeitura me estenderam a mão para me ensinar e mostrar o melhor caminho. E um outro detalhe, ter trabalhado tantos anos na educação, onde também temos que ser criativa todos os dias, me deu uma bagagem para aceitar esse desafio’.

CALENDÁRIO

‘Sabia que seria um grande desafio e responsabilidade montar o calendário de festividades por conta do aniversario de Mirandópolis, mas tenho no departamento uma pessoa muito competente que me ajudou demais nesse processo, que é a Rafaela Thamires. Ela é uma profissional que mostra os caminhos das coisas e que está sempre buscando resolver os problemas. Com isso fomos conversando com os responsáveis pelos eventos e conseguimos conciliar as datas para que ficasse um calendário agradável para a população. Alternando entre esporte, quermesse, festa do peão, caminhada rural, festival de inverno, música, entre outros temas’.

SONHO

‘Um dos meus sonhos como diretora é montar a casa do artesão em Mirandópolis. Eu adoro arte e sei que no município temos muitas pessoas para participar. Sei que não é a minha realidade agora, mas é algo que sonho. Além disso, gostaria de estruturar um bosque literário, fazer ações em parceria com as escolas. Pode parecer coisas simples, mas precisamos valorizar a arte e cultura’.


                       
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