‘Cresci dentro de uma oficina, mecânica sempre foi a minha paixão’, lembra Claudio Pilla

‘Cresci dentro de uma oficina, mecânica sempre foi a minha paixão’, lembra Claudio Pilla

Conversamos com Claudio Pilla que desde criança estava dentro de uma oficina acompanhando seu pai. Formou-se em contabilidade, casou em 1973, teve três filhos e hoje está com cinco netos. Confira abaixo a entrevista completa.

Nasceu aonde?

Aqui mesmo em Mirandópolis, em 1948, tenho muito orgulho de dizer que sou mirandopolense. O meu pai morava em Guararapes, foi lá que meu irmão mais velho nasceu, mas no início dos anos 40, um período quando estava começando a formar o município, eles vieram para cá. Foi uma infância tranquila, em uma casa com outros cinco irmãos. Me formei em Contabilidade, daí casei em 1973, tive três filhos (Claudia, Cleber e Claudio Junior) e hoje estou com cinco netos.

Seu pai tinha oficina?

Na verdade, quando ele chegou aqui não tinha nada no sentido material, podemos dizer que chegou em busca de oportunidade. Lembro dele contando que veio de trem, sem muito conhecimento sobre a cidade, pois o município ainda se formava, era tudo muito novo na região. Daí começou a trabalhar e depois conseguiu montar seu espaço. Ele teve oficina em vários lugares pela cidade, mas recordo bem lá na rua São João. Mas ele não ficava só na parte de mecânica, trabalhava muito com serraria e ferraria. Cresci no meio das ferragens e madeira, mas quando fui ficando mais jovem já puxei pro lado da mecânica, torno e solda, que sempre foi minha paixão.

Cresceu na oficina?

É engraçado porque o que passei com meu pai aconteceu com os meus filhos. Cresci na oficina do meu pai, meus filhos cresceram na minha. Mas não foi nada forçado ou imposto, foi bem natural, já que deixei eles a vontade para buscar o caminho que achassem melhor. Mas lembro que ainda jovem, sem habilitação, já precisava dar assistência em fazenda, depois montei oficina, por volta de 1970, sendo que estou até hoje na ativa, com ajuda dos meus filhos. Aqui nesse ponto (Avenida São Paulo, 455) estou há uns 40 anos, cheguei no começo dos anos 80.

Quais as lembranças mais antigas de Mirandópolis?

A juventude você lembra dela todos os dias, é algo que passa e dá saudade. Na realidade sempre gostei daqui, conheço muitas famílias, vem na lembrança as brincadeiras de futebol, as festas no clube, os passeios na praça, as festas das quermesses nas ruas, entre tantas outras coisas. Hoje não existe mais essa união, infelizmente, ainda mais com a pandemia que fechou tudo. O interessante é que o povo era sadio, no sentido de não ter essa maldade, a malicia quero dizer, que tem hoje. Atualmente as coisas estão complicadas, então lembro com muita saudade da minha juventude.

Como está sendo na pandemia?

Prejudicou muito, é uma situação que está sendo muito complicada. O grande problema é ver algumas pessoas fazendo politicagem no meio disso tudo. Além disso, o povo precisa se conscientizar que estamos vivendo uma pandemia, não dá para fazer festa e se aglomerar. Cada um fazendo sua parte as coisas melhoram.

Qual mensagem quer deixar?

Aproveito para agradecer a população de Mirandópolis, principalmente a parte rural e as Alianças de uma forma geral. Também lembro com muito carinho de Guaraçaí, que foi uma cidade que sempre nos deu oportunidade de crescer. A minha mensagem é de gratidão, pois criei meus filhos aqui, só agradecimento.

Cleber, Claudio e Claudia