‘A batalha foi dolorida, porém saí mentalmente fortalecida’, relata Erika Valle sobre seu tratamento contra o câncer

‘A batalha foi dolorida, porém saí mentalmente fortalecida’, relata Erika Valle sobre seu tratamento contra o câncer

Foto: Arquivo Pessoal/Erika

Conversamos com Erika Zorzi Valle, 42 anos, que após realizar exames de rotina, descobriu um câncer no ovário. A notícia avassaladora trouxe medo e incerteza. Porém, ela decidiu enfrentar a doença com determinação e coragem. Depois de uma complexa cirurgia, passou por seis sessões de quimioterapia. Os efeitos colaterais eram difíceis, mas ela encontrou forças na companhia da família, amigos e no apoio dos profissionais de saúde de Jales que a acompanhavam. Hoje, Erika ainda carrega as marcas da batalha, mas também leva consigo a sabedoria, a gratidão e a força que conquistou ao enfrentar a doença. Sua história inspira outras pessoas a não desistirem, a buscarem apoio e a acreditarem que é possível superar os desafios mais difíceis da vida, confira.

Quando descobriu a doença?

Descobri em março de 2023 durante exames de rotina com a Dra. Nadia, que é ginecologista. Devido ao histórico familiar da doença, sempre mantive uma atenção especial. Durante os exames, ela identificou uma alteração no meu ovário. A partir disso, iniciou-se uma investigação e ela inicialmente suspeitou de endometriose. Posteriormente, em exames de imagem mais detalhados, percebeu-se que se tratava de algo mais grave.

Qual foi a medida adotada?

Decidi procurar um especialista. Através de recomendações de conhecidos, cheguei ao Dr. Luís Fernando, em São José do Rio Preto. Após ver os exames e fazer alguns outros, ele confirmou o câncer e suspeitou que seria maligno, devido ao aspecto das imagens. Ele explicou que a única forma de confirmação seria por meio de uma cirurgia para realizar uma biópsia específica. Em outubro, passei por essa cirurgia, na qual, enquanto eu estava na mesa cirúrgica, realizaram os exames necessários. Se confirmado como maligno ou borderline, a cirurgia prosseguiria com a remoção completa do ovário, e foi o que ocorreu.

Após a cirurgia, a quimioterapia foi iniciada?

Sim, optei por fazer a quimioterapia em Jales. Após uma consulta em novembro, iniciamos imediatamente o tratamento. Os médicos informaram que seriam necessárias seis sessões a cada 21 dias, alertando sobre possíveis efeitos colaterais como perda de apetite e queda de cabelo. Aproveito para expressar minha gratidão a toda a equipe de Jales. Desde a portaria até os médicos, são profissionais extremamente preparados.

Após seis sessões de quimioterapia, Erika tocou o sino em referência a quem venceu todas as etapas. Foto: Arquivo Pessoal/Erika 

Qual foi sua reação?

Preciso confessar que tive uma reação tranquila, entre aspas, visto que foi uma situação na qual não tive escolha, então a reação foi lidar com ela de maneira positiva. Reconheço que a queda de cabelo afeta a autoestima da mulher, sendo um momento doloroso no dia a dia. No entanto, após ficar careca, essa perda não me abalou.

Qual a importância da família nesse processo?

A fé e o apoio da família, incluindo amigos, foram essenciais para me sustentar durante todo o processo. Conseguia encarar as sessões de quimioterapia com positividade, enxergando o lado bom mesmo diante de circunstâncias desafiadoras. No hospital, ao ver casos mais graves, percebia que minha situação, relativamente, tinha aspectos positivos. Encorajo quem está passando por algo similar a buscar o apoio da família e de amigos, pois muitas vezes as pessoas se afastam nesses momentos. Além disso, estou à disposição para compartilhar minha experiência de tratamento e até indicar profissionais, caso alguém tenha dúvidas.

Quais são os próximos passos?

Em maio, farei exames de rotina na área ginecológica, pois, graças a Deus, o restante está tudo em ordem. E volto ao trabalho no dia 18 de abril, sou servidora pública e trabalho no hospital. Tirei um mês de férias na época da cirurgia e retomei após 45 dias. Posteriormente, em janeiro, me afastei apenas após a terceira sessão de quimioterapia. A médica me ofereceu a opção de ficar em casa, mas preferi permanecer trabalhando, tomando medidas para evitar exposição, como não almoçar em grupo e evitar áreas comuns do hospital. Minha equipe foi bastante solidária, utilizando máscaras para me proteger. O trabalho e estar ativa trabalhando foram fundamentais para minha recuperação.

Familiares e amigos foram fundamentais no tratamento. Foto: Arquivo Pessoal/Erika 

Qual a principal lição deste momento?

A principal lição é a importância de manter uma atitude positiva, buscar apoio na fé e na família, e valorizar cada momento da vida, mesmo diante dos desafios mais difíceis. Além disso, é essencial ressaltar a relevância de se submeter a exames preventivos e, sempre que possível, realizar exames complementares, como os de imagens. Não se deve ter receio de realizar esses procedimentos, pois muitas vidas são salvas quando as doenças são detectadas precocemente. Portanto, a lição fundamental é: faça exames preventivos regularmente!


                       
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