‘Amo Mirandópolis e ter sido um bom prefeito me deixa muito feliz’, analisa Jorginho Maluly

‘Amo Mirandópolis e ter sido um bom prefeito me deixa muito feliz’, analisa Jorginho Maluly

Conversamos com Jorge de Faria Maluly, nascido no dia 7 de setembro de 1961. Jorginho, como é popularmente conhecido, foi vereador e prefeito por Mirandópolis, assim como foi deputado federal por um mandato. Um amante da política, Jorginho agora acompanha seu filho na busca por uma cadeira como deputado federal. Confira na sequência a entrevista completa.

Nasceu e cresceu aonde?

Me auto classifico como um caipirano, um meio caipira e meio paulistano. Meu pai veio passar as férias aqui para conhecer Mirandópolis e se apaixonou, fora que também gostou da minha mãe que era muito bonita. Ele veio ser médico em Mirandópolis, isso no final dos anos 50, sendo que se casou em 1958. Eu praticamente só nasci em São Paulo, depois já vim para Mirandópolis. Aqui meu pai se elege prefeito em 1964, na sequência, em 1966, se elege deputado estadual. Com a eleição dele a minha mãe se muda para São Paulo, com isso fomos todos para lá. Mas como meu avô e meus tios moravam aqui, além do meu pai já ter as propriedades rurais, todas férias eu estava aqui.

Quando retorna a Mirandópolis?

Eu fiz faculdade em São Paulo, de engenharia, me formei em 1982, trabalhei por dois anos, mas já pensava em ter a minha empresa.  Em 1985 casei, daí ficamos na dúvida se morava em São Paulo ou Mirandópolis, só que aconteceu um negócio diferente, eu tinha muita obra em São José do Rio Preto, então mudamos para lá, mas já tinha montado uma construtora em Mirandópolis. Mudei para Rio Preto em 1986, mas quando foi no ano seguinte, o meu avô que era fundador da Alcomira, junto com outras pessoas, acabou fazendo um negócio com o pessoal e meu pai acabou se tornando proprietário da usina. Foi quando ele me disse que iria fechar o negócio, mas que eu teria que tocar. Aí da noite pro dia cheguei de vez aqui.

E a política na sua vida?

O João Olavo Bissoli, o popular Jobi, me filiou no antigo PFL sem eu saber (risos). Quando cheguei aqui eu já estava filiado, e ele queria que eu fosse candidato a prefeito. Era o Ikejiri, e tinha o Lourenção na jogada, então acabei saindo para vereador, isso em 1988. Acabei sendo o vereador mais votado daquela eleição, mas já tinha aquela vontade da disputa pela prefeitura. Em 1992 eu perco a eleição, fiquei muito magoado porque foi uma coisa muito pesada. Mas já estava envolvido na política e daí a vitória veio em 1996, uma das maiores votações de prefeito da história. Aproveito para agradecer a família do querido João Sailer, que foi meu vice-prefeito, uma pessoa fantástica de quem tenho muita saudade. A Dona Gerci que está aí, me ajudou muito.

Depois se torna deputado?

Meu pai entre prefeito e deputado teve 12 mandatos, uma família que tem uma história muito forte na política. Graças a Deus eu conquistei o meu espaço e de Mirandópolis consegui eleger deputado federal. Só não me reelegi quando eu disputei a eleição porque eu estava no partido errado. Na ocasião tive 75 mil votos, sendo que tiveram oito deputados com menos votos do que eu, mas enfim, a política é assim e eu descobri que eu gostava da boa política, não da política suja, nunca quis prejudicar ninguém e sempre abri as portas da prefeitura para que quisesse ajudar. Eu gosto da política até hoje, não perdi isso, na verdade eu amo gente.

Ainda pensa em atuar na política?

Eu amo Mirandópolis, mas eu não tenho mais aquela vaidade de querer dizer que sou o prefeito. Tenho muito orgulho de já ter sido, mas se eu voltasse, acredito que ainda poderia contribuir com Mirandópolis. Tenho humildade, mas também tenho a certeza porque eu sou uma pessoa que a onde eu passo eu deixo uma porta aberta. Fui deputado federal por quatro anos e em todos os partidos da época eu fiz muitos amigos, deputados que viraram governadores, enfim, tenho esse tramite mais fácil. Na eleição suplementar eu não estava com o título de domicílio eleitoral aqui, então dificultou e não consegui participar, mas o que me satisfaz é que por onde ando na rua, claro que principalmente as pessoas de 40 anos ou mais, sabem que eu fui um bom prefeito.

Como é ver o seu filho na política?

Foi uma surpresa boa ver meu filho, o Joca, anunciar sua pré-candidatura a deputado federal. Que meu filho tem competência eu nunca tive duvidas, mas do mesmo jeito que eu no começo sofri com a política, os meus filhos também sofreram muito aqui. Quando eu perdi a eleição precisei sair de casa correndo porque estavam jogando bomba nos meus filhos. Então a lembrança das crianças sobre a política fica machucada, ficam algumas mágoas, além da questão da perseguição do patrimônio, mas quando eles ficam adultos começam a entender o lado bom da boa política. E isso despertou uma coisa nele que estava guardada. Sabemos que é uma eleição difícil, mas o amor e a causa é inerente. O voto é uma coisa que não é sua, e infelizmente muita gente de fora ainda vende voto aqui e não devia ser assim, mas ele tem um proposito e vamos seguir com ele.

Quer deixar uma mensagem final?

Agradecer a todos os meus colaboradores que passaram pela prefeitura, porque ninguém faz sucesso sozinho. Aproveito para agradecer minha parceira de vida, a minha esposa Vera, que é meu braço direito e esquerdo. Assim como meus filhos, meu muito obrigado.