‘Em Mirandópolis me tornei advogado e constituí família’, diz Altair Dejavite, Presidente da OAB local

‘Em Mirandópolis me tornei advogado e constituí família’, diz Altair Dejavite, Presidente da OAB local

Conversamos com Altair Alécio Dejavite, que nasceu em 1970 em Terra Rica, no interior do Paraná. Sua chegada em Mirandópolis foi em 1984, sendo que o pontapé inicial para se apaixonar pelo Direto foi trabalhando no Escritório Brasil. Atualmente Presidente da 89ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Altair concedeu uma entrevista sobre sua trajetória de vida.

Como foi sua infância e juventude?

Nasci em Terra Rica, no Paraná, local onde vivi com meus pais por cerca de um ano. Depois nos mudamos para Andradina, onde ficamos cerca de dois anos, e fomos para Murutinga do Sul, passando a morar em uma propriedade rural do meu avô paterno, Sr. Luciano Dejavite. Boa parte da minha infância vivi neste lugar, e naquela época, já com oito anos de idade, tanto eu como meu irmão mais velho, Paulo, e depois meu irmão Vanderlei, já ajudávamos no trabalho rural.

Quando mudou para Mirandópolis?

Em julho de 1984, daí passei a estudar no Ebe Aurora e fazer novas amizades. Lembro muito bem do cinema, do Praça Central e da Distribuidora de Automóveis Mirandópolis (Agência Volkswagen), da Família Tanaka. Foi uma época que marcou bastante, pois na juventude de meus 15 anos, era tudo muito diferente daquilo que estava acostumado a ter e vivenciar no meio rural. Recordo da turma da minha sala, isto é, dos meus amigos e amigas, assim como do Professor Nivaldo.

Quando decidiu ser advogado?

Em meados de 1988 passei a trabalhar no Escritório Brasil, do Doutor Manoel Franco, como Escriturário. Como tinha um relacionamento de trabalho direto com ele, e acompanhando sua atuação como Advogado, me senti atraído pela área do direito. Com o apoio e o incentivo dele, em 1992 prestei vestibular na Faculdade Toledo de Araçatuba. Me formei em meados de 1996 e logo depois prestei o exame de ordem, tendo sido aprovado em novembro de 1996 iniciando o efetivo exercício desta honrosa profissão.

Altair é Presidente da 89ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil

Quais os desafios?

São muitos, daria uma boa lista, por isso que cito alguns. Acredito que o mais temido dos desafios é o próprio começo do exercício da advocacia e a inserção no mercado de trabalho, ainda mais nos dias atuais, em razão do expressivo número de profissionais atuantes. A morosidade na entrega da prestação jurisdicional pelo Judiciário é outro desafio. Por mais que o Poder Judiciário tenha avançado na implantação do processo judicial eletrônico, ainda assim a demora na conclusão de um processo para que o cliente tenha o resultado final é significativa. Cito, a exemplo, o que vem ocorrendo no âmbito de um dos seguimentos da Justiça Federal de Araçatuba, em processos de natureza previdenciária. Audiências para oitivas de testemunhas estão sendo agendadas para o ano de 2023. Inadmissível isso. Outro desafio que a advocacia enfrenta é se manter atualizada num País que produz muitas leis a cada dia.

Qual sua trajetória na OAB?

Fui eleito Presidente da Subseção de Mirandópolis, a 89ª Subseção da Ordem, para o triênio 2007 à 2009, tendo sido reeleito para o triênio 2010 à 2012 e também, depois, para o triênio 2013 a 2015, ou seja, por três gestões seguintes. No triênio 2016 a 2018, fui nomeado Membro da 21ª Turma Disciplinar da OAB, com sede em Araçatuba, atuando como Relator. Posteriormente, fui novamente eleito Presidente da Subseção de Mirandópolis para o triênio 2019 a 2021, cargo que ocupo na atualidade, além de exercer a profissão de Advogado.

A OAB é atuante nas causas sociais?

Penso que o resultado da atuação profissional do Advogado já implica, por si, na prestação de um serviço social. É claro que por ser uma profissão, o Advogado faz jus aos seus honorários, fonte de sua subsistência. Mas a questão vai além. É através da atuação da Advocacia que as Leis são interpretadas e aplicadas para se buscar a paz social, o bem comum, dando a cada um o seu direito. Não basta a Constituição Federal dizer que o advogado é indispensável à administração da Justiça. Não. A Advocacia é muito mais que isso. De fato, a OAB de Mirandópolis, sempre foi atuante nas causas sociais. Cito, a exemplo, as campanhas de arrecadação e distribuição de alimentos; distribuição de merendas (sopão); campanhas de arrecadação de alimentos e proteção aos animais; o projeto OAB vai à Escola.  Um projeto muito importante que a OAB local deflagrou, e que teve início na nossa primeira gestão (2007/2009), foi a construção do novo fórum de Mirandópolis, um sonho conquistado com o apoio, claro, de vários segmentos e autoridades, dentre elas os Prefeitos das cidades que integram nossa comarca (Mirandópolis, Lavínia e Guaraçai). É de se lamentar que questões burocráticas, agravadas com a situação de pandemia que se arrasta desde 2020, emperram a efetiva inauguração do prédio, mas é uma tarefa que ainda não foi concluída e que vamos vencer.

Quer deixar uma mensagem para os leitores?

Fui muito bem acolhido por Mirandópolis quando nos mudamos para cá, em 1984. Aqui me constituí Advogado e constituí minha família, com minha esposa Kelly e meu filho Miguel. Além de me encontrar na profissão que escolhi, aqui me realizei dentro dela. Tenho minha residência, meu escritório, que é em sociedade com o Advogado João Rizolli. Tenho meus investimentos, a exemplo da Faculdade Anhanguera – Polo de Mirandópolis, um segmento voltado para a Educação. Invisto em Mirandópolis, pois acredito nesta cidade, nas pessoas de bem. Acredito no futuro da cidade e tenho esperança no seu progresso. 


                       
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