‘São mais de 30 anos empreendendo, o destino me levou para o comércio’, explica Junior Veroneze

‘São mais de 30 anos empreendendo, o destino me levou para o comércio’, explica Junior Veroneze

Conversamos com Ezoi Macedo Veroneze Junior, conhecido como Junior da Cai e Cau ou do Varanda Grill, devido aos estabelecimentos comerciais que administra. Com 55 anos, sendo mais de 30 no comércio local, Junior recorda ainda dos tempos do cinema e da Ritmos, que seu pai administrava. Casado a 30 anos com Gislaine Veroneze, eles têm dois filhos, o Caio e o Cauê. Confira abaixo a entrevista completa.

Nasceu e cresceu aonde?

Nasci em Mirandópolis, no dia 1º de dezembro de 1966. Sou o irmão do meio, somos em três, tem a Ellen e o Luciano. Estudei no Hélio Faria, depois passei para o Noêmia, em seguida cursei a faculdade de Administração de Empresas. Primeiro fui bancário durante cinco anos, trabalhei como estagiário por um ano do Santander, que na época era o Banespa, depois trabalhei no Banco América do Sul.

Foi quando iniciou no ramo de confecção?

Isso, na época chamava Kiwi Confecções, foi uma opção de investimento, não foi nada programado. Comecei a trabalhar com camisetas e estamparias, fazia serviços escolares e as coisas foram fluindo e crescendo. Depois troquei o nome para Cai e Cau, mas a empresa permaneceu igual. A loja foi inaugurada no dia 10 de novembro de 1989. Nesse tempo fiquei só com a loja de confecções e recentemente eu inaugurei o Varanda Grill, a partir de 2014, foi quando comecei a agregar os dois serviços, mas novamente nada programado, foi mais um complemento de renda mesmo. Foram surgindo as oportunidades e hoje nós estamos no ramo de alimentação e continuo também com a confecção, que há muitos anos segue com o nome Cai e Cau.

Como passaram pela pandemia?

A Cai e Cau continua atuando na mesma linha de serviço, o que mudou é que agora ela se tornou sobreloja, então não tem mais o espaço físico onde era antes, porque eu tive que ampliar o restaurante devido a grande demanda de pessoal e a pandemia também judiou um pouco da gente. No restaurante nós não paramos durante a pandemia, mas tivemos que inovar trabalhando com pizzas e lanches, mudando a característica do restaurante para poder trabalhar e não desamparar os funcionários. Nós dividimos a turma, os que trabalhavam metade do dia foram para o período da noite para não os deixar desempregados, porque ninguém imaginava que a pandemia seria tão demorada, imaginava que seria passageira de no máximo uns quatro meses, mas já faz dois anos e ainda continua, agora que começou a dar uma melhorada, se não tiver uma nova onda. Hoje no Varanda passamos de 30 funcionários diretos e indiretos, os indiretos são os que ficam mais nos finais de semana não fixos.

Teve a Ritmos e hoje tem a rádio?

Na minha infância o meu pai sempre foi agricultor, trabalhou mexendo com roça, teve o cinema e depois a Ritmos, mas meu pai nesse meio tempo continuou mexendo com agricultura. A Ritmos nós começamos junto com o início da confecção, na verdade nós inauguramos a loja no mesmo dia em que inauguramos a Ritmos, no dia 10 de novembro de 1989 e ela ficou funcionando até 2011, mais ou menos. Além disso, hoje nós somos diretores da rádio 87.9 FM, que teve início há cerca de dois anos.

Quais os planos no Varanda para o final do ano?

Hoje trabalhamos durante o dia, servindo refeições e churrasco e no período da tarde servimos pizza, porções e fazemos alguns eventos nos finais de semana. No restaurante normalmente nós estamos fazendo alguns eventos que começam sempre a partir de quarta-feira, com a quarta do lanche em que você compra dois lanches e ganha o terceiro, já na quinta-feira tem a quinta do chopp com flashback dançante e toda sexta e sábado tem show ao vivo. Essa programação está certa até o final do ano e janeiro a gente reprograma.

Qual mensagem gostaria de deixar?

Nós agradecemos por termos saúde, não tivemos o contágio com a covid e só agradecemos por ter saúde para continuar trabalhando. Nossas famílias e funcionários sofreram a pandemia junto com a gente e entenderam a dificuldade que nós estávamos passando como empreendedor, mas nós só temos a agradecer, porque na hora difícil todo mundo ajudou, foi uma questão de dividir as dificuldades.


                       
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