‘Amo Mirandópolis porque existe cumplicidade entre as pessoas, coisa que não encontramos em qualquer lugar’, diz Noronha

‘Amo Mirandópolis porque existe cumplicidade entre as pessoas, coisa que não encontramos em qualquer lugar’, diz Noronha

Conversamos com Antonio Teodoro de Carvalho, conhecido popularmente como Noronha, que nasceu no dia 12 de abril de 1950, em Mendonça, no interior de São Paulo. Pai de dois filhos e avô de três netos, Noronha, casado com a Lena Zuin, trabalha como protético há mais de 60 anos, sendo mais de 30 anos em Mirandópolis. Confira na sequência a entrevista completa.

Como foi sua infância?

Nasci em Mendonça, meus pais trabalhavam na roça. Somos em quatro filhos, sendo uma mulher e três homens. Lá eu morei até os quatro anos. Depois meu pai e meu tio compraram uns loteamentos em Palmeira D’oeste.

Começou a trabalhar cedo?

A gente ia para roça de pequeno, comecei a mexer com enxada com 9 anos, já trabalhava com café. O motivo de ir para Palmeira D’oeste foi porque poderíamos estudar. Lá meu pai comprou um boteco para minha mãe fazer uns salgados, aí depois meu irmão entrou na Riachuelo, o outro foi ajudar no boteco. E eu, em 1962, com 12 anos, chegaram três protético que não tinham onde ficar. Como nós tínhamos no sitio um quarto, eles pediram para minha mãe alugar para montar um laboratório de protética. Na hora do almoço eles falavam “Toninho vai montando aí”, quando voltavam ficavam impressionados com o serviço. Mas trabalhei um tempão recebendo ajuda de custo.

Quando iniciou na profissão?

Eles foram trabalhar em Jabuticabal, com isso acabei ficando sozinho no negócio. Comprei uns aparelhos e comecei a trabalhar, são mais de 60 anos trabalhando com protética, sendo mais de 30 em Mirandópolis.

Porque o apelido Noronha?

Existia um jogador com o apelido de Noronha, daí ele foi jogar em Palmeira D’oestre com os veteranos do São Paulo. Nesse jogo o Noronha fez um gol e comemorou escorregando de peixinho na poça d’agua porque estava chovendo. A tarde fui jogar bola com os amigos, fiz um belo gol e comemorei escorregando na poça igual ele. Com isso pegou Noronha (risos).

Já entrou na política?

Eu fui candidato a vereador em Palmeira D’oeste, mas antes de terminar a campanha abandonei o barco, podemos dizer assim. O problema foi que combinamos uma coisa, e o pessoal fez tudo diferente. Ai não fiz campanha, tive 37 votos (risos).

Mirandópolis na sua vida?

Conheci Mirandópolis por conta da minha esposa Lena Zuin. Ela foi trabalhar como professora em Palmeira D’oeste, com isso começamos a namorar. Casamos em 1973, daí em 1986 surgiu uma vaga em Mirandópolis e viemos de vez.

Qual sua especialidade?

Trabalho com dentadura, ponte móvel que é parte de metálica, sendo toda a parte de resina, eu só faço resina. Faço plaquinhas de clareamento e de bruxismo. Por ser dentadura muitas pessoas acabam vindo falar comigo diretamente, ou para fazer ou até mesmo para consertar. Quando vejo que tem uma situação financeira mais apertada cobro o custo, quando não faço de graça. E a gente vai seguindo, porque é melhor ajudar do que ser ajudado.

E a parte social?

Já fui presidente do Lions Clube duas vezes. A Lena, minha esposa, também foi duas vezes. Estou na maçonaria há muito tempo. No Lions você ajuda todo mundo, é um clube de serviço que tem uma importância muito grande na sociedade.

Qual sua relação com Mirandópolis?

Gosto muito daqui, não tenho o que falar de Mirandópolis, eu gosto demais da cidade. Os meus filhos foram criados aqui, o Rodrigo é advogado, já o Guilherme é gerente de uma cooperativa, no Paraná. Mas aqui é uma cidade boa porque ainda tem essa relação de cidade pequena. O relacionamento com os vizinhos, com o dono do bar, da padaria, é diferente, tem uma certa cumplicidade e respeito que não encontramos em qualquer lugar. Sou muito feliz morando aqui.


                       
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