‘O fisiculturismo mudou a minha vida pra melhor’, explica Camila Van Der Laan

‘O fisiculturismo mudou a minha vida pra melhor’, explica Camila Van Der Laan

Conversamos com Camila Maritza Van Der Laan, mirandopolense de 38 anos. Sua infância foi jogando vôlei no ginásio municipal, mas o trabalho começou cedo em sua vida. Com 12 anos se tornou manicure e na sequência fez cursos para atuar como cabeleireira. Com 23 anos começou a trabalhar na Polícia Militar, onde está até hoje. Mas a grande mudança na sua vida foi com o fisiculturismo, esporte que conheceu em 2020 e se apaixonou. Confira na sequência a entrevista completa.

Sempre gostou de esporte?

Desde os nove anos me inseri no esporte, começando com natação e voleibol em Mirandópolis. Sempre fui muito ativa, gostava de brincadeiras ativas, não era de ficar parada (risos). Ainda continuo brincando com o vôlei, uma paixão, mas nos últimos anos dei prioridade para o fisiculturismo. É um esporte caro, isso que dificulta um pouco, pois as competições são caras e tem todo um acompanhamento de profissionais que é fundamental.

Quando começou a trabalhar?

Comecei a trabalhar com 12 anos como manicure, dai com 17 anos comecei a fazer um curso de cabeleireira, fiquei trabalhando nessa função até entrar na Policia Militar, que foi quando eu tinha 23 anos. Estou na PM até hoje, mas como recentemente formei em medicina veterinária, pedi afastamento para poder exercer a minha profissão. Quero engajar na veterinária, por isso decidi me dedicar integralmente neste momento para dar um crescimento prático na profissão.

E o interesse pelo fisiculturismo?

Comecei a treinar depois que entrei na Polícia Militar, isso por volta de 2009, mas não era nada muito intenso e constante. Em 2015, peguei gosto pela academia muito por conta que estava com problema de ansiedade, acredito que isso me ajudou de certa forma. Logo depois quebrei o pé, dai fiquei uns oito meses sem treinar, mas voltei com a mesma vontade. Daí quando vim morar em Piracicaba, na pandemia, isso em 2020, comecei em uma academia onde treinava uma ou duas pessoas por conta do isolamento do covid. Com isso tinha um acompanhamento mais de perto e o pessoal da academia ficou impressionado com o meu shape, com o meu corpo, e explicaram que eu poderia me dedicar para a modalidade. Fui entender melhor o esporte e comecei a pegar gosto. É um esporte que precisa ter muita persistência e força de vontade porque tem que treinar corretamente obedecendo os limites do seu corpo. Eu mudei a minha alimentação e estilo de vida, mas estou muito feliz.

Quando competiu pela primeira vez?

Tudo começou em 2021, disputei meu primeiro campeonato na categoria Absoluto, e por incrível que pareça consegui vencer. Fui com objetivo de conhecer melhor a modalidade, mas fui bem e ganhei. Depois disso fui picada pela paixão do esporte e não parei mais. Hoje tenho acompanhamento de treinador, nutricionista e médico, o que faz com que o esporte tenha um custo alto. Então a falta de patrocínio é um grande desafio para me manter ativa na modalidade.

Como foi a reação das pessoas com seu interesse pelo esporte?

Meus filhos sempre apoiaram, meu irmão e outros familiares sempre curtiram. O que dificulta na verdade é mais a questão da alimentação (risos). Muitas vezes pedia uma pizza para o pessoal e acabava não comendo, esse sempre foi um grande desafio, mas aprendi a conviver com essas questões muito bem e estou extremamente feliz.

Quais são as próximas competições?

Vou competir no dia 16 de abril, a minha primeira competição do ano, no Arnold South America. É o maior evento multiesportivo da América do Sul e o maior ponto de encontro dos setores de nutrição, fitness, esportes e saúde. É interessante porque reúne atrações para profissionais e estudantes do setor, atletas, praticantes de atividades físicas, amantes do esporte e para toda família.

Qual sua relação com Mirandópolis?

Continuo sempre visitando meus avós em Mirandópolis, todos os meses faço questão de estar por aí. Hoje estou em uma cidade maior pela questão de trabalho, mas como meus filhos decidiram morar no interior, devo voltar em breve a morar por aí também para ficar perto deles e da minha família.


                       
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