‘É intrínseco do ser humano’, diz professor João Pedro sobre gostar e trabalhar com a música

‘É intrínseco do ser humano’, diz professor João Pedro sobre gostar e trabalhar com a música

Foto: Marcio Sichieri

Nascido em Mirandópolis e com formação em Licenciatura em Música pela Universidade Sagrado Coração (USC), de Bauru, João Pedro Moreira Barbosa, de 39 anos, ou Pedrinho, como também é conhecido, foi criado em meio ao gosto musical de seus familiares. Rodeado pela música, Pedrinho acabou sendo influenciado positivamente a seguir com essa melodia. Em entrevista ao jornal, o professor conta sobre o início de sua trajetória musical, seus projetos que estão em andamento e explica como a música contribui para o desenvolvimento infantil. Confira. 

Onde nasceu e cresceu? 

Eu nasci e cresci em Mirandópolis. Sai da cidade para tocar em bandas da região com 17 anos, morei oito anos em Barra Bonita/SP para poder tocar teclado na banda Capitão Mamão. Depois fiquei três anos em Bauru para realizar a minha faculdade. Nunca deixei de visitar a cidade, pois meus pais sempre residiram aqui, então eu tinha pretensões de poder retornar a morar aqui.  Em 2013, voltei para Mirandópolis e a região me acolheu novamente. 

Como começou seu gosto pela música? 

Gostar de música é intrínseco do ser humano, a música está em tudo, é uma arte linda e muita diversa, todos gostam de música de alguma forma. Eu cresci rodeado pela música e isso me influenciou positivamente. Meu avô tocava violão e eu sempre observei admirando-o. A minha mãe participava do Ministério de Louvor na Igreja Católica no início dos anos 90, o meu tio era baterista da banda Fac-Símile, meu pai também sempre me incentivou para que eu estudasse algum instrumento e procurou locais para que eu fizesse aulas. Esse contato com a música desde cedo e o incentivo da família me fizeram despertar o interesse em estudar piano. Aos 11 anos comecei a estudar piano, mas em um primeiro momento não consegui me aplicar aos estudos e parei depois de alguns meses, mas o chamado da música foi mais forte, e aos 14 anos retornei aos estudos de piano e eu pegava um ônibus sozinho toda semana até Andradina para fazer aulas. Me dediquei intensamente, pois já sabia que eu gostaria de trabalhar com a música futuramente. Depois eu nunca mais parei de estudar música, ela foi tomando cada vez mais espaço na minha vida, já fiz diversos cursos para me aprimorar e explorar diferentes instrumentos e estilos de música. 

Quais grupos musicais você já trabalhou? 

Comecei a tocar em grupos musicais com 15 anos como forma de descontração e aos 17 anos já tocava profissionalmente. Comecei a tocar no Ministério de Louvor da Igreja Católica, em seguida toquei em alguns grupos musicais sertanejos da nossa região. Depois comecei a tocar teclado na banda Capitão Mamão, da cidade de Barra Bonita/SP, que realizava bailes em todo estado de São Paulo, fiquei na banda por oito anos, atuei como pianista em um projeto Big Band de música instrumental da Cicacrabb de Barra Bonita. Em seguida toquei em uma banda de ska chamada Vovótinha (também de Barra Bonita), e depois fui retornando para a região de Mirandópolis e comecei a tocar teclado na banda Abuse Use de Araçatuba. Fiquei um tempo sem tocar profissionalmente, apenas lecionando aulas de música, foi quando decidi explorar outros ritmos musicais e estudei profundamente o universo da música eletrônica. Eu iniciei um projeto de música eletrônica chamado LiveBeatz e atuei como produtor de música e DJ.

Quais são os projetos que você está envolvido neste momento? 

Hoje, eu estou envolvido nas aulas que ministro nas escolas de Guaraçaí, nas aulas particulares na Escola da Música, e as aulas de canto coral no Projeto Guri durante a semana. Aos finais de semana eu toco em diferentes cidades com a Banda Dona Benta e também nos restaurantes de Mirandópolis com o projeto de pop rock com o Alex Trevis. Eu sigo estudando e produzindo diferentes estilos musicais e faço cursos para aprofundar minha didática para as aulas. 

O quanto a música pode contribuir para o desenvolvimento infantil?

A música é instrumento de mudança na vida de muitas crianças. Existem várias pesquisas e estudos que comprovam os inúmeros benefícios do ensino de musicalização infantil, ele melhora na coordenação motora e foco, contribui na concentração e na memória, ajuda na socialização e na disciplina, auxilia para o desenvolvimento auditivo e linguístico e muito mais. Além disso, também há um enriquecimento cultural ao terem contato com diferentes instrumentos e estilos musicais, abrindo as portas do conhecimento para que seja explorado. Não é necessário que se deseje aprender um instrumento para que se tenha aula de música, o poder do ensino musical vai muito além. É extremamente importante que as crianças possam ter o contato com a educação musical o quanto antes para que possam usufruir de todos os benefícios que a música pode oferecer na construção do ser humano. 


                       
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