Moradores do bairro Benjamin Delai, em Mirandópolis, reclamam da falta de iluminação e limpeza na Rua das Nações Unidas 

Moradores do bairro Benjamin Delai, em Mirandópolis, reclamam da falta de iluminação e limpeza na Rua das Nações Unidas 

Foto: AGORA NA REGIÃO

Moradores da Rua das Nações Unidas, na altura do número 1076, no bairro Benjamin Delai, estão vivendo dias de preocupação devido à falta de iluminação pública e à manutenção da região. A reportagem do jornal AGORA NA REGIÃO visitou o local e conversou com os residentes, entre eles, Júlio Farinha, de 70 anos, que mora na rua há mais de três décadas e expressou seu descontentamento com a situação. 

Júlio é apenas um dos moradores afetados pela ausência de iluminação na região. Ele relata que, embora três postes de energia tenham sido instalados na via há quase dois anos, nenhum braço de luz foi colocado, deixando a rua às escuras durante a noite.  

Em busca de uma solução, Júlio procurou a Prefeitura e protocolou três pedidos para a instalação dos braços de luz, mas sua única resposta tem sido um pedido para “aguardar mais um pouco”.  

A situação tem gerado insegurança para os moradores e dificultado suas atividades cotidianas, como caminhar à noite ou receber visitas após o anoitecer.  

Moradores improvisaram solução pendurando lâmpadas em galhos de árvore. Foto: AGORA NA REGIÃO

“Meu filho também já foi atrás, mas ninguém resolveu a situação. É uma escuridão que causa medo na gente. Faz tempo que estamos tentando resolver isso, mas está difícil”, falou o aposentado, que mostrou as tarifas cobradas em sua conta de energia pela iluminação pública. “A gente paga, mas não existe o serviço”, disse.   

Devido à situação, os moradores improvisaram solução pendurando lâmpadas em galhos de árvore, buscando maior segurança noturna. 

LIMPEZA DO LOCAL

Além da falta de iluminação, Júlio e outros residentes da Rua das Nações Unidas também enfrentam problemas de limpeza pública. Segundo Júlio, a Prefeitura não realiza a roçagem do mato alto na região há pelo menos oito meses.  

Essa situação de abandono tem gerado preocupações de segurança, pois o matagal abriga animais peçonhentos, como o escorpião que picou a esposa de Júlio, Filomena Farinha, de 62 anos, no último sábado, dia 23. 

Filomena relatou a experiência angustiante de ter sido picada por um escorpião dentro de sua própria cozinha. Ela precisou ser atendida às pressas no pronto-socorro, onde recebeu soro e medicações para aliviar a dor e tratar a picada. “Foi uma dor insuportável, achei que iria morrer,” disse ela, ainda abalada pelo incidente. 

Senhor Júlio mostra conta de energia elétrica, onde consta cobrança por iluminação pública. Foto: AGORA NA REGIÃO

SEM ASFALTO

Além da falta de iluminação pública e limpeza, os moradores também expressaram descontentamento com a ausência de pavimentação asfáltica, sendo apenas uma fresa asfáltica presente.  

O jornal entrou em contato com a Prefeitura, por meio do Gabinete do Prefeito e do departamento de Gestão Administrativa, e até o fechamento desta edição não obteve retorno. O espaço está aberto.  


                       
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