A Senhora das Graças

A Senhora das Graças

Foto: Nossa Sagrada Família

Recorrer a uma pessoa suplicando-lhe ajuda com o intuito de eximir-se das próprias responsabilidades é atitude pecaminosa, como também é o orgulho de quem se considera auto-suficiente e não se sujeita a pedir ajuda, mormente em casos de grave necessidade.

Diante de Deus também é assim: há muitos que acreditam em sua existência e providência, mas o tratam como mero instrumento para atender seus pedidos, enquanto outros, geralmente agnósticos, crêem em sua existência, mas não em sua providência, e nada lhe pedem. Há quem diga que Deus deve estar muito ocupado e por isso evita fazer-lhe pedidos, coisa pueril e que atenta contra sua onipotência – e mesmo a súplica, ainda que sincera, desvinculada da submissão e obediência, atenta contra Sua soberania.

Ora, se assim não fosse, por que é a Virgem Maria, na aparição de 1830 a Santa Catarina Labouré (1806-1876), revelando-se como Nossa Senhora das Graças, afirmou que os raios que não saíam de suas mãos simbolizavam as graças que não lhe eram pedidas? Os escritos dos contemporâneos São Luiz Maria Grignion de Morfort (1673-1716) e Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787), por exemplo – dois grandes apologetas da devoção mariana –, mostram com clareza a postura do cristão diante da Mãe do Céu: uma confiança e uma entrega totais, como uma criança no regaço materno.

De São Luiz se aprende: “Eu não acho que uma pessoa possa ter uma união íntima com Nosso Senhor e uma perfeita fidelidade ao Espírito Santo, sem não tiver uma grandíssima união com a Santíssima Virgem”. E de Santo Afonso: “o verdadeiro devoto de Maria não se perde jamais”. E ainda da própria Mãe de Deus: “realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Evangelho de São Lucas, cap. 1, v. 49).

Na segunda-feira (27), é dia de Nossa Senhora das Graças e são essas maravilhas, pela graça divina e pelos méritos d’Ela, que nós devemos suplicar. Não pequemos por preguiça ou desesperança, mas recorramos a Ela com oração firme e coração confiante! Ela é nossa Mãe e não abandona seus filhos!


                       
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