‘Sou um apaixonado por eletrônica e por rádio transmissão, tive boas experiências nessas áreas’, lembra Benetti

‘Sou um apaixonado por eletrônica e por rádio transmissão, tive boas experiências nessas áreas’, lembra Benetti

Conversamos com Luis Silvio Benetti, que nasceu no dia 4 de março de 1961, em Mirandópolis. Apaixonado por eletrônica, Benetti trabalhou por muitos anos nessa área até montar um transmissor de rádio FM para depois fundar a Rádio Jacaranda. Na sequência, o empresário voltou a trabalhar com eletrônica, função que exerce até hoje. Confira abaixo a entrevista completa.

Como foi sua infância?

Sou o filho mais velho, tenho duas irmãs. Meu pai e minha mãe foram professores. Podemos dizer que foi uma educação bem militar, rígida de certa forma, mas uma infância e juventude tranquila. Aqui em Mirandópolis estudei no Edgar e depois fiz o colegial no Noêmia.

Quando passa a se interessar pela eletrônica?

A paixão pela eletrônica surge bem cedo na minha vida, por volta de uns 12 anos de idade. No início podemos dizer, na verdade, que foi um interesse por eletricidade, de começar mexer aqui e ali, por hobbies e curiosidade. Lembro que fiz alguns cursos técnicos, na época só tinha curso por correspondência, algo que hoje não tem como nem imaginar (risos), com isso fui me aperfeiçoando.

Chegou a fazer faculdade?

Comecei a fazer engenharia na FEI, em São Bernardo. Fiz dois anos, mas acabei trancando a faculdade no segundo ano. Os primeiros quatro semestres são básicos, depois que iria escolher qual tipo de engenharia, mas desisti porque já estava trabalhando em uma eletrônica, em São Paulo, daí de certa forma me desestimulou a estudar, pois ganhava um bom salário.

Quando voltou para Mirandópolis?

Fiquei mais um ano e meio em São Paulo, depois que parei a faculdade, voltei para Mirandópolis em 1983. Aqui eu já tinha trabalhado com o Fagnani, antes de ir para a faculdade, mas quando retornei comecei a trabalhar com o João Marega, aí passado quase dois anos resolvi montar uma eletrônica própria, eu e mais um amigo, em Valparaíso. Naquela época o foco principal era conserto de TV e som automotivo, que hoje eu não faço mais a instalação, só conserto, mas naquela época instalava, e eletrônica de um modo geral. Fiquei mais de 10 anos lá, posso garantir que foram bons anos que vivemos, conseguimos fazer bons negócios nesse período.

Quando casou?

Começamos a namorar em 1985, e casamos 1986. Tenho dois filhos, o Rodrigo que é advogado, e a Simone, que é empresária, tem uma loja de roupas e acessórios, a Dona Chica.

E como surge a rádio Jacarandá?

Eu não sou radialista, eu sou técnico em eletrônica e eu tenho uma paixão por rádio transmissão. Aí eu fiz, na época, um transmissor experimental de rádio FM que era novidade. Para você ter ideia aqui em Mirandópolis e em outras cidades menores da nossa da região não existia. Tinha em Araçatuba e Presidente Prudente, por exemplo, mas aqui era novidade. E a molecada mais jovem se encantou com aquilo, começaram a pedir emprestado, eles brincavam e de certa forma começou a tomar uma dimensão e repercussão grande em Mirandópolis. Daí começaram as denúncias, porque não era algo legalizado, deu bastante trabalho. Mas depois acabamos conseguindo uma liminar na justiça para poder funcionar.

Quando realmente passa a funcionar?

A Jacaranda, se não me engano, começou em 1995, não tenho absoluta certeza agora, mas ficamos funcionando por 14 anos. A gente não tinha muito dinheiro, pois investia tudo na própria rádio, mas foram bons momentos que até hoje o pessoal lembra. Tiveram momentos marcantes, como a “paquera na avenida” e diversas pessoas e programas que passaram nesse tempo de funcionamento.

E depois da rádio?

Depois voltei a trabalhar com eletrônica, fiquei quatro anos no prédio embaixo da antiga Jacarandá, próximo aos Correios, mas como já tinha essa casa que estou hoje, acabei montando a eletrônica aqui, onde já estou há seis anos (rua São João, nº 1094).

Quer deixar uma mensagem?

Quero agradecer a todos que de certa forma faz parte da minha vida. A minha família, o pessoal que acompanhou por muitos anos a rádio e os clientes da eletrônica. Sempre gostei muito de morar em Mirandópolis, cidade que posso dizer passei toda a minha vida, agora é ficar e aproveitar a terceira idade (risos).


                       
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