Ela começou na granja para ajudar os pais e hoje é dona de um escritório ao lado do marido: conheça a trajetória de Priscila Coggo Santana

Ela começou na granja para ajudar os pais e hoje é dona de um escritório ao lado do marido: conheça a trajetória de Priscila Coggo Santana

De uma granja localizada no Km 42 até à Rua Rafael Pereira no escritório de contabilidade Syscon. A trajetória de vida profissional da empresária Priscila Cristina Coggo Santana mostra o quanto não foi fácil dar o primeiro passo para alcançar seus objetivos. Em meio às suas realizações profissionais sempre havia ali uma figura fundamental nesse processo de crescimento: seu pai.

José Carmo Coggo não chegou a ver a inauguração do escritório que sua filha havia acabado de adquirir ao lado do marido. Mas não era preciso. Já sabia de sua capacidade e comprometimento desde muito cedo quando ainda era uma criança que o ajudava na granja. O orgulho era só questão de tempo. Seu José faleceu em 2021 vítima da Covid. Para ela e a família fica a saudade. Para ele, a glória do legado que deixou.

Formada em administração e ciências contábeis, e cursando gestão empresarial, e casada com Henrique Sarre Santana, a mãe do Davi e da recém-chegada Cecília se sente realizada tanto na vida pessoal quanto profissional. Confira a entrevista completa com Priscila.

Como foi sua história de vida?

Eu nasci em Mirandópolis. Até os meus 16 anos de idade morei no Km 42, na Aliança. Tenho mais duas irmãs, a Andréia, irmã do meio, e a Beatriz, a caçula. Meus pais sempre foram da Aliança. Recentemente eu trouxe minha mãe para a cidade devido o falecimento do meu pai, em 2021. Hoje (11/01) faz 1 ano e oito meses que perdi ele e é muito difícil ainda para mim.

E quando se mudou para a cidade?

Comecei a trabalhar na granja com meus pais desde os meus 12 anos. Eles sempre trabalharam na granja até o dia em que meu pai ficou doente. Após completar 16 anos e terminar o colegial eu vim para a cidade procurar emprego. Fui morar com minha avó e meu primeiro emprego foi no escritório do seu ‘João Cabeça Branca’, o antigo escritório Labor. Tenho muito orgulho de dizer isso porque ele me deu a primeira oportunidade. E tudo que eu aprendi naquele escritório.

E continuou trabalhando ali por quanto tempo?

Eu fiquei quatro anos. E precisei sair porque precisava estagiar na área, estava cursando Administração na Uniesp. Consegui um estágio no Hospital Estadual por um ano. Logo em seguida, após terminar a faculdade, eu engravidei do meu primeiro filho, o Davi. Quando ele fez sete meses consegui um emprego no escritório Nagano e fiquei lá até a aquisição dele.

E como surgiu esse seu interesse em empreender?

Eu sempre tive vontade de ter, mas não tinha diploma de Ciências Contábeis. Sempre quis trabalhar em escritório. Mas por não ter a faculdade e também estava cuidando do Davi não enxergava a possibilidade de fazê-la. Até que meu marido Henrique, a advogada Eliete e o sr. Nagano começarem a me incentivar. Foi aí que comecei a cursar Contabilidade. Meu marido foi muito importante nesse processo porque ele que ficava todo tempo com o Davi para poder estudar. Consegui eliminar um ano do curso por conta da minha primeira faculdade e fiz os três anos. O intuito era para ser a contadora do Nagano. Não tinha a pretensão de comprar o escritório. Essa ideia surgiu no meu último ano de faculdade quando o sr. Nagano se manifestou em não querer continuar com o empreendimento. Foi então que deu negócio e montamos a Syscon (localizado na rua Rafael Pereira, nº 848).

Priscila com o marido, filho e os colaboradores do escritório

E como empresária, quais são os maiores desafios no setor?

De modo geral, no início, era conseguir pessoas qualificadas e que queriam trabalhar na área. Hoje, existe o emprego e o trabalho. As pessoas querem o emprego, para garantir renda, mas não querem trabalhar e aprender para poderem crescer. Essa era nossa maior dificuldade. Graças a Deus, hoje, temos uma equipe fantástica e completa. Todos trabalham com interesse. No início não fiquei com todos os funcionários, então tivemos que formar equipes.

O que você espera deste ano na sua vida profissional?

Estamos sempre buscando aumentar nossa carteira de clientes. Vamos focar nisso e também melhorar nosso atendimento através de capacitação dos funcionários. Também estamos planejando expandir nossos serviços, mas ainda é um estudo que estamos elaborando e que deve ficar para o próximo ano.

Como está sendo lidar com a perda de seu pai?

Eu fui a única filha que estudou. Quando eu vim para a cidade ele não aceitou muito em razão da preocupação natural por ser pai. Mas quando ele começou a ver que estava estudando e me dedicando em busca dos meus sonhos, se dizia orgulhoso. Acredito que onde ele estiver está orgulhoso de tudo, da família que construiu e deixou. A nossa realidade quando se morava no sítio era diferente. Na época não conseguíamos enxergar um futuro e não tínhamos condição. Hoje, graças a Deus, consegui me formar em duas faculdades, tenho minha família e nosso escritório. Tenho certeza que para ele está sendo motivo de muito orgulho… Não é fácil não o ter aqui. Ele é meu exemplo de honestidade, íntegro, trabalhador, pai de família, esposo, filho… Ele foi exemplar.


                       
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