‘A minha ligação com Mirandópolis é muito forte e o comércio ajudou a fortalecer esses laços’, explica Marina Hidalgo

‘A minha ligação com Mirandópolis é muito forte e o comércio ajudou a fortalecer esses laços’, explica Marina Hidalgo

Conversamos com Marina Hidalgo Marcondes, que nasceu no ano de 1956, em Mirandópolis. Sua trajetória profissional iniciou no Bradesco, em São Paulo, onde ficou por cerca de cinco anos até que decidiu pedir demissão para voltar. Em Mirandópolis, passou a trabalhar no comercio e nunca mais parou. Confira na sequência a entrevista completa.

Como foi sua infância?

Cresci no bairro Três Pontes, com meus pais e quatro irmãos. Meus pais trabalhavam com gado, com isso desde pequeno ajudávamos na apartação dos bezerros. Recordo que vivíamos montado em cavalo pra ajudar conforme conseguíamos, até porque éramos crianças quando começamos na lida. Mas foi uma infância muito tranquila, no sitio tudo é mais fácil, podemos dizer, então foi bem divertido.

Onde estudou?

Estudei um período na escola que tinha no bairro Três Pontes mesmo, depois estudei no Edgar e Noêmia. Lembro que muitas vezes íamos a pé ou de carona. Quando chovia colocava o tênis na sacola e vinha de chinelo. Quando chegava na praça limpava o pé e colocava meia e o tênis limpinho, para não chegar com os pés sujos (risos).

Quais as lembranças dessa época?

Peguei pouco tempo do forte movimento da praça central, mas tenho recordação do meu pai me trazendo para ficar na praça. Mas tenho boas recordações dos forrós que aconteciam nos sítios. E lembro também com muito carinho das discotecas no clube, víamos aos domingos para dançar, era muito divertido.

Quando foi morar na cidade?

Eu tinha 18 anos quando viemos pra cidade, lembro que nesse período terminei o terceiro colegial e passei a estudar para concursos. Com 21 anos fui aprovada para trabalhar no Bradesco, em São Paulo. Foi quando saí de Mirandópolis e fui para a capital, não foi fácil, o que me ajudou nesta transição foi uma amiga que já morava lá, então cheguei em São Paulo e fiquei uns 15 dias na pensão que ela morava. Depois a própria gerencia do banco conseguiu um lugar para eu morar, daí fiquei próximo do serviço e foi um período legal. Consegui conquistar a minha independência, fazer novas amizades, hoje lembrando sei que foi um período de grandes aprendizados.

E o seu retorno para Mirandópolis?

Para entender minha volta preciso contar que comecei a namorar o Piau, que também é conhecido por muitos como Marcondes, quando eu tinha uns 18 anos. Daí quando fui para São Paulo trabalhar, ele também na sequência chegou a morar lá e trabalhar no banco. Lembro que surgiu uma oportunidade em um posto do Bradesco, dentro da Record, e deu certo dele trabalhar lá. Só que depois de uns anos o pai dele faleceu, com isso ele achou melhor voltar. O Marcondes voltou, daí eu fiquei naquela angustia porque já namorávamos há sete anos e acabamos ficando longe um do outro. E tem outro detalhe, quando somos jovens não pensamos direito, então pedi as contas no banco e voltei para Mirandópolis para trabalhar com meu cunhado e a esposa na loja que eles já tomavam conta. Era aquela coisa, já tínhamos muitos anos de namoro, então precisava tomar uma decisão e achei naquela oportunidade que era a melhor escolha.

Quanto tempo ficaram com a sociedade?

Ficamos alguns anos trabalhando em sociedade, depois optamos pela parte de elétrica e hidráulica, e o meu marido focou na parte da vidraçaria. A loja no início tinha o nome de Vidraçaria Paulista, depois com o tempo ficou conhecida como loja da Marina (risos).

Marina em sua loja que está localizada na rua Nove de Julho, nº 1044 – Centro

E o seu amor pela causa animal?

Acredito que esse amor pelos bichos vem de criança, meu pai teve inúmeros cachorros. Ele não tinha esse negócio de ter apenas um cachorro, teve época que ele tinha uns 15 cachorros (risos). Eu sempre fui apaixonada por bichos, ajudei por muitos anos a Fabiana, da ONG Pelotão Animal, assim como busco ajudar outras entidades e pessoas que ajudam os animais. É uma paixão e procuro ajudar como posso.

Também ajuda outras entidades?

Busco sempre ajudar a APAE e AMAI, mas não sou uma voluntária ativa, procuro ajudar comprando as rifas e os almoços que revertem para as entidades. Fora isso procuro ajudar com brindes, é uma forma que consigo ajudar quem está precisando.

Quer deixar uma mensagem?

Quero agradecer os clientes que estão sempre na loja prestigiando o nosso estabelecimento. Assim como agradecer minha família e os amigos, meu muito obrigado.


                       
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