‘Minha inspiração foi a minha mãe Sandra e avó Dona Neide, duas excelências na cozinha’, recorda Vinicius Carrara

‘Minha inspiração foi a minha mãe Sandra e avó Dona Neide, duas excelências na cozinha’, recorda Vinicius Carrara

Conversamos com Marcus Vinícius Carrara, que nasceu em Mirandópolis em 1981. Sua infância e juventude foi se divertindo no Arapongas e na Ritmos. Entretanto, o trabalho começou cedo na loja de discos Tropical Júnior, que era do seu tio, o saudoso Miau. Casado com Ana Paula Bueno Nogueira, e pai do Igor (21 anos), Enzo (11 anos) e Kauã (7 anos), Vinicius mudou para Aracaju há 20 anos em busca de emprego. Com ajuda do seu tio Claudinho arrumou uma primeira oportunidade e nunca mais parou. Depois empreendeu abrindo seu próprio restaurante e até uma filial. Confira na sequência a entrevista completa.

Onde nasceu e cresceu?

Nasci e cresci nesta cidade maravilhosa chamada Mirandópolis, mas com menos de um ano, ainda em 1981, meus pais foram para Aracaju-SE, onde lá ficaram até o ano de 1983. Depois retornaram para Mirandópolis, em 1985 nasceu meu irmão Cláudio Carrara Neto (Cal) e depois em 1999, o Paolo Carrara. Comecei a minha vida escolar no Dr. Edgar Raimundo da Costa, onde estudei até a oitava série. Terminei o segundo grau na escola Noêmia Dias Perotti.

Quando começou a trabalhar?

Comecei a correr atrás dos meus trocados bem cedo, pois sempre gostei de sair, então para não ficar pedindo dinheiro para os pais, corria atrás dos meus. Com oito anos de idade lembro de começar a ajudar meu tio Mauricio, saudoso Miau, na loja de discos Tropical Júnior. Depois meu tio comprou um restaurante de frente à praça central, onde então funcionou a Choperia e Restaurante Carrara’s. Ali ajudei por muito tempo, servia as mesas, atendia no balcão, tirava chopp e fechei muitas quentinhas (risos). A minha experiência gastronômica foi toda ali. Na sequência fui trabalhar na prefeitura como office boy, em 1997, mas quando minha esposa ficou grávida, tive que correr atrás de um salário melhor. Foi onde consegui um emprego como almoxarife na Fazenda São Joaquim, em Pereira Barreto, mas não deu muito certo. Depois montei o primeiro cyber café de Mirandópolis, ficava ali na Dr. Raul da Cunha Bueno. Depois de um tempo fechei e acabei voltando para tomar conta do hotel que meus país tinham em cima da Chopeira Carrara’s. Nesse meio tempo meu filho Igor nasceu, ficamos dois anos morando em um quarto do hotel, até que decidimos buscar uma oportunidade em Aracaju.]

Porque decidiu ir para Aracaju?

Quando meu filho Igor nasceu, tomávamos conta do hotel, onde a renda não era muito boa para ter que dividir entre todos da família. Tentei vários concursos na época, tentei outros meios e não conseguia ver futuro. Foi aí que certa vez conversei com meu tio Claudinho Carrara que já estava morando em Aracaju, se eu poderia ir tentar um emprego por lá. Cheguei em Aracaju em novembro de 2003, lembro até hoje, viemos eu, meu tio César e o nosso amigo Pato em uma Caravam (risos). Fiquei em um apartamento com meu tio Claudinho, até conseguir um emprego, com ajuda do meu tio iniciei como diarista em uma empresa que ele trabalhava. Sou muito grato a ele, se hoje estou aqui, é porque ele me ajudou muito. Ai depois a minha esposa Paula e meu filho Igor também vieram para Aracaju. Claudinho mais uma vez ajudou dando um emprego a Paula e começamos nossa vida por aqui. Nesta mesma empresa, mudamos para várias cidades aqui no Nordeste, com isso ganhando muito mais experiência e subindo de cargos. A última cidade antes de mudar definitivamente para Aracaju foi Canindé de São Francisco, lá passamos cinco anos e foi onde nasceu nosso filho Enzo. Depois fomos transferidos para Aracaju. Meu outro filho Kauã nasceu logo em seguida.

Quando decidiu empreender?

Depois que meu Tio Miau faleceu, sai da empresa para ajudar o Claudinho no empório que eles eram sócios. Foi onde tudo começou a mudar, pois do lado tinha um terreno vazio e sempre pensávamos em colocar alguma coisa para vender, foi onde surgiu a ideia de colocar um container que na época era febre para vender churrasquinho e chopp. Na época eu tinha um gol quadrado e vendi para comprar o container. Mais uma vez o Claudinho me ajudou bastante em relação a montagem do container e a estruturar, sendo que hoje no lugar do container está o melhor food park do Nordeste, que se chama Carrara Food Park.

Qual a importância da família na trajetória?

Minha esposa Ana Paula tem muito significado e importância nessa minha trajetória, pois sempre esteve ao meu lado, sempre me acompanhou para todas as cidades que passamos. Sou muito grato por isso, foi guerreira.

Vinicius com sua família em momento de lazer

Sua família tem experiência em restaurantes?

Minha família sempre teve comércio, bar, restaurante, lojas de bebidas, choperia, churrascaria, cozinhas industriais. Minha inspiração foi minha mãe Sandra e minha avó Dona Neide Salton Carrara, eram duas excelências na cozinha, faziam muitas coisas maravilhosas, agradeço muito a elas também. Já o incentivo acredito que foram todos da minha família que desde cedo sempre foram muitos batalhadores.


                       
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