‘Comecei a trabalhar com nove anos e aos 22 abri meu próprio negócio. Sempre quis empreender’, recorda Bruno Carillo

‘Comecei a trabalhar com nove anos e aos 22 abri meu próprio negócio. Sempre quis empreender’, recorda Bruno Carillo

Conversamos com Bruno Carillo Colli Macedo, que nasceu em 1988 na cidade de Ribeirão Pires, mas com um ano de idade chegou em Mirandópolis. Sem saber, aos 9 anos começou a empreender ao vender limão que seus pais plantavam para conseguir um dinheiro. Depois foi entregador de leite até que aos 13 anos começou a trabalhar na Oficina do Montanheira, local que deu seus primeiros passos com elétrica e ar condicionado automotivo. Nesta área se especializou no Senai e também fez um curso em São Paulo, até que em 2010 apostou suas fichas em um negócio próprio ao montar a Auto Elétrica do Bruno. Confira na sequência a entrevista completa.

Onde nasceu e cresceu?

Nasci em Ribeirão Pires, em 1988, mas com um ano de idade cheguei em Mirandópolis. Na verdade, meus pais eram daqui e foram tentar a vida lá. O meu pai foi trabalhar em uma empresa que fazia produtos de limpeza e a minha mãe tomava conta do lar. Aqui tive uma infância muito tranquila, comecei a estudar no Dr. Edgar, fiquei até a sétima série, depois terminei os estudos no Noêmia. 

Quando começou a trabalhar?

Pode parecer que estou contando história, mas com nove anos eu já queria ter o meu dinheiro para comprar as minhas coisas. Em casa tinha um pé de limão, pegava 50 limões, colocava em uma sacola e saia pela cidade passando nos bares vendendo. Lembro que era coisa de 1 real cada limão, mas com isso conseguia fazer um dinheiro e comecei a entender a importância de trabalhar. Naquela época não entendia isso como empreendedorismo que tinha dentro de mim, mas já estava nascendo ali essa questão de ter meu próprio negócio.

Com o que mais trabalhou?

Quando eu tinha uns 10 anos, o Seu Jolu, que era leiteiro, me chamou para trabalhar fazendo entrega. Eu saia da escola, almoçava e já corria para pegar os leites para ir entregar, lembro que ficava das 13h as 17h nessa correria. Depois, quando eu tinha uns 13 anos, o finado Montanheira, me chamou para trabalhar na oficina. Lembro que falei que nunca tinha pego em uma chave de fenda, mas que se ele tivesse disposto a ensinar, eu aceitaria. Trabalhei com ele uns seis anos, quando tinha uns 18 anos, comecei a fazer um curso no Senai, em Araçatuba, de Elétrica e Injeção Eletrônica embarcada. Nessa época foi quando comecei a me interessar por trabalhar com ar condicionado automotivo, e falei com o Montanheira que iria para São Paulo fazer um curso. Recordo que falei que iria sair do trabalho, ele me fez uma proposta financeira alta para não sair, mas não era somente a questão do dinheiro em si, queria me especializar. Então pedi demissão porque a cada 15 dias viajava para São Paulo, no bairro da Mooca, para fazer o curso. 

Quando montou seu próprio negócio?

Em 2010, lembro que passava na frente desse prédio que montei a oficina, que fica na rua Anchieta, nº 144, e batia uma vontade enorme de abrir o meu negócio. Fui na Imobiliária Nakamura e perguntei sobre o prédio, a Claudia disse que alugaria sem fiador porque confiava na minha palavra. Comecei, eu e Deus, e com seis meses consegui comprar o prédio. Claro que no começo foi muito difícil por conta da dificuldade de empreender, sofri demais, várias noites sem dormir, até porque tinha muito serviço e também pela questão da contabilidade que sempre ficou sob a minha responsabilidade. Hoje temos três funcionários e vou expandir o negócio para um barracão de 300 metros quadrados na Seimi Sadano, na rua de baixo aqui da oficina, onde será focada em ar condicionado automotivo. Estamos acabando de pintar e neste mês já esperamos começar os trabalhos também nesse espaço.

Faz parte de alguma entidade social?

Não participo ativamente de nenhuma entidade ou associação, mas sempre gostei de ajudar o próximo, busco colaborar com as entidades sociais da minha maneira, seja doando algo ou colaborando com um patrocínio. Mas é algo que vem do meu coração e procuro não ficar falando para não parecer que a ajuda tem objetivo de se aparecer.

Como define sua ligação com Mirandópolis?

Nunca pensei em sair de Mirandópolis, é uma cidade que amo de paixão. Tenho muitas amizades e me sinto realizado na vida profissional e pessoal. Aproveito o espaço para agradecer a quem me deu as primeiras oportunidades de trabalho, como citei na entrevista, e a Deus que me prepara para enfrentar as diversidades.


                       
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