Penhor da salvação

Penhor da salvação

No início da Igreja os cristãos foram acusados de realizar sacrifícios humanos durante a Missa. Ao ensinamento taxativo de Jesus no Evangelho de São João, cap. 6, v. 54 (“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna”), seguiu-se a incompreensão (“Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?””, no v. 52), e daí interpretações errôneas ou maldosas, e perseguições. Mas como sabemos, a Missa é o rito incruento que torna presente e perpetua o sacrifício cruento e redentor de Jesus, que verteu seu Sangue Preciosíssimo por nós, que o comungamos junto com seu Corpo, alma e divindade.

Na liturgia deste fim de semana, encontramos uma explicação para isso: “Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado”” (Evangelho de São Mateus, cap. 11, vv. 25-26). Não significa que Deus faça acepção de pessoas, como ensina São Pedro nos Atos dos Apóstolos (cap. 10, v. 34), mas sim que a sabedoria do mundo não conduz necessariamente à verdade.

É como diz São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (cap. 1, vv. 19-21): “Onde está o sábio? Onde o erudito? Onde o argumentador deste mundo? Acaso não declarou Deus por loucura a sabedoria deste mundo? Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem”.

De fato, para um descrente, ainda que erudito, pode mesmo parecer estranho que a Eucaristia seja verdadeiramente a Carne e o Sangue de Nosso Senhor; mas para quem crê, é fonte de comunhão e caminho para a eternidade: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” – (Evangelho de São João, cap. 6, v. 56).

Neste mês de julho, dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, dediquemos algum tempo a meditar sobre a profundidade do amor de Deus por nós! Não foi à toa que Ele sofreu tanto e nem é um mero capricho seu que a Missa seja uma perpetuação da cruz, mas a garantia da nossa salvação! Seu Sangue derramado, mais valioso que todas as riquezas deste mundo e maior prova de seu amor infinito, nos proteja de todos os males e nos guarde para a vida eterna!


                       
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