‘A vida sempre quis me derrubar, mas as adversidades me deixaram mais forte porque tenho muita fé’, conta Maiara Paim

‘A vida sempre quis me derrubar, mas as adversidades me deixaram mais forte porque tenho muita fé’, conta Maiara Paim

Foto: Divulgação

Conversamos com Maiara Paim, que nasceu em 1992 na cidade de Mirandópolis. Órfão de pai vivo, Maiara foi criada por sua mãe, Cida Leite, e os avós maternos. Seu primeiro emprego foi aos 15 anos, em uma sorveteria, depois de lá teve diversas outras experiências, sendo que se encontrou profissionalmente fazendo maquiagem e depois produzindo cursos online sobre o tema. Casada desde 2013 com Júlio Paim, com quem tem um filho, Leo Paim, Maiara contou sua trajetória de vida e profissional, confira.

Como foi sua infância?

Sou de uma família simples, sou órfão de pai vivo, já que ele separou da minha mãe quando eu tinha dois anos e depois não tive assistência da parte dele. A infância foi com a minha mãe, avós maternos e um irmão mais novo (Willian). Estudei em escola pública, no Hélio Faria, Dr. Edgar e Noêmia.

Quando começou a trabalhar?

Comecei a trabalhar aos 15 anos em uma sorveteria. Eu digo que consegui meu primeiro emprego na canseira, pois eu passava no estabelecimento todos os dias pedindo uma oportunidade (risos). Depois tive diversas outras experiências, trabalhei em caixa de supermercado e padaria. Assim como na Pernambucanas e no Boticário.

Como surgiu a paixão pela maquiagem?

Na adolescência eu já andava maquiada, o pessoal me conhecia como a menina maquiada (risos). Mas podemos dizer que surgiu pela necessidade de ter uma renda extra, pois queria ajudar a minha mãe financeiramente. Fiz meu primeiro curso em 2016, em Araçatuba. Daí no ano seguinte fiz dois cursos em Maringá, sendo que coloquei como meta profissional fazer um curso por ano. Pegava o cartão do marido emprestado, e ia me virando. Já foram mais de R$ 15 mil investidos em cursos, com especialização em noivas, calorimetria, pele negra, pele oriental, entre outras.

Maiara com marido, filho, avó e irmão. Foto: Arquivo Pessoal

Onde você atendia?

Comecei trabalhando com a minha mãe, que era cabeleireira, e eu cuidando dessa parte de maquiagem. Em 2019 trabalhamos demais, foi um ano espetacular, mas dai 2020 chegou a pandemia e travou os atendimentos. Nesse período comecei a fazer tiara bordada, que tinha aprendido fazer com a minha avó. E nesse mesmo ano, em 2020, começou uma turbulência muito grande na minha vida. Tivemos o falecimento da minha avó, depois meu avô teve câncer e na sequência a minha mãe ficou doente. E não parou por aí, eu descobri um mioma no final daquele ano.

Como você define a ligação com a sua mãe?

Perdi a minha mãe no final de 2021 por conta de um câncer no pulmão. Ela fez tratamento por um ano em Barretos, sendo que por todo tempo fiquei acompanhando no hospital. Recordo que por algum tempo ela ficou com uns delírios de fim de vida. O mais curioso é que nesse final de vida, ela me falou três vezes que eu estava grávida de um menino e eu achando que ela estava delirando. Enterrei a minha mãe em uma terça-feira, no sábado fiz um teste e descobri que estava grávida. Toda essa experiência me fez querer escrever um livro contando alguns aprendizados. O maior deles é que em todo tempo Deus está com a gente, por mais que pareça difícil, temos os cuidados de Deus. Quero contar a história dela, falar dos dias de Barretos e a fé que ela teve nesse período. E a venda do livro pretendo reverter para o Hospital do Amor de Barretos.

Maiara com sua mãe Cida (In Memoriam). Foto: Arquivo Pessoal

Como você reinventou sua carreira?

Como a minha gravidez foi de risco, atendi muito pouco nesse período. Fiquei por um ano, mas depois que tive filho queria dar atenção para ele, com isso foquei em produzir cursos online. Já formei mais de 100 alunos nos últimos anos, com foco total no digital. A formação tem duração de um ano com método gravado, além de uma mentoria por mês. Os cursos são a partir de R$ 97, temos para todos os públicos. Além disso, aproveito o espaço para agradecer a minha mentora, a Marcela Esteves, que realizou um grande diferencial na minha carreira.


                       
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