‘Minha família está aqui e Mirandópolis é minha família’, diz Joelma Amorim sobre sua história de vida 

‘Minha família está aqui e Mirandópolis é minha família’, diz Joelma Amorim sobre sua história de vida 

Foto: Eduardo Mustafa

Joelma Amorim de Oliveira é a entrevistada desta semana. Com um sorriso sempre presente no rosto e com o desejo de ajudar as pessoas, Joelma narra uma parte de sua vida, recorda a infância, as cidades por onde passou e os motivos que a levaram a retornar para Mirandópolis. Natural de Guaraçaí, é mãe do Antônio, da Anamel e da Clara Liz, e avó do Francisco. Demonstrando sua afinidade com a política, planeja lançar sua candidatura este ano como vereadora. Além disso, menciona o fato curioso de seu pai ter trabalhado por mais de 30 anos para o cantor Roberto Carlos.

Onde nasceu?

Eu nasci em Guaraçaí e meus pais logo vieram morar aqui em Mirandópolis. Eu sou a sexta de uma família de sete filhos. Tive uma infância com ausência de pai. Quando tinha seis anos de idade meu pai abandonou minha mãe, e era difícil uma mulher cuidar de sete filhos. Foi difícil, mas nunca faltou amor. Cresci ali no Miguita. Tinha uma granja naquela época. Desci muito o barranco. Eu estudei no Edgar, fiz magistério em Lavínia e depois fui embora de Mirandópolis.

Para onde?

Comecei a trabalhar com 17 anos em São Paulo. Algumas amigas minhas, filhas do Senhor Inácio Candil, com quem moramos no mesmo bairro por 12 anos, foram para São Paulo. Surgiu uma oportunidade de emprego e elas me chamaram. Eu tinha aquele sonho de voar. Mirandópolis para mim na época era uma cidade pequena. Depois levei meu irmão junto, o Galego, que se tornou policial, e depois o Jairo foi também. Lá conheci o Oliveira. Depois fui trabalhar no Guarujá com meu pai. Ele trabalhou na casa do Roberto Carlos, o cantor, por 30 anos, como motorista e depois caseiro. Quando meu pai faleceu, o Dudu Braga pagou tudo. Daí meu pai me chamou para ajudá-lo. Nessa época conheci o Oliveira e casamos depois de um ano de namoro em 1990.

Quando retornou para Mirandópolis?

Depois de casar, fiquei morando em Sorocaba. Morei dois anos lá e depois viemos morar aqui. Na época, tinha dois filhos e depois de dez anos tive mais um. Tenho o Antonio Neto, Anamel e a Clara Liz. Fiquei uns três anos em casa e o Oliveira trabalhando. Depois o Tom me chamou para trabalhar no Nilton Supermercados em uma área de confecção. Fiquei um ano e pouco no supermercado. Depois fui convidada a entrar em partido político, na época o PP, a convite do Chicão Momesso. Naquela época, eu estava muito ativa na igreja. Foi aí que entrou minha ligação com a política.

Como foi isso?

Fui encorajada a me candidatar a vereadora no primeiro mandato do José Antônio. Tive mais de 200 votos, mas não trabalhei fortemente. Não fiz campanha, mesmo assim tive bons votos. Não ganhei e depois fui convidada a trabalhar como coordenadora da Melhor Idade. Também fui convidada para trabalhar na Saúde no IEC, (Informação, Educação e Comunicação) que trabalha na prevenção das doenças. Depois eu saí e fui trabalhar em uma loja. Tempos depois abriu um concurso na prefeitura, no setor de Vetores, eu fiz e passei. Trabalhei no setor Vetores por um bom tempo aplicando veneno. Hoje, atuo no NES (Núcleo de Especialidades em Saúde) como atendente. Acabei tendo problemas de saúde por conta da aplicação do veneno. Na época, o Dr. Farid me fez essa proposta no atendimento. Já faz cinco anos que estou aqui.

Hoje você é presidente do Conselho de Saúde?

Ano passado ocorreu a eleição e fui indicada pelo diretor Vinicius Cunha. E hoje sou presidente do Conselho da Saúde. O conselho é o “olho” do Estado no Município. Muitas coisas precisam ser mudadas, como a rapidez no atendimento, suporte para as pessoas irem fazer fisioterapia, melhorar o atendimento da regulação; enfim, eu busco um atendimento humanizado.

Vai se candidatar este ano?

Na última eleição, eu trabalhei firmemente mesmo. Faltaram apenas 60 votos para ser eleita. Eu quero passar por essa experiência de ser vereadora, passar tijolo por tijolo, sem pular etapas. O político está um pouco desgastado, mas precisamos acreditar na boa política.

O que Mirandópolis representa para você?

Tenho uma história com a cidade porque o povo sempre foi muito solidário. A minha mãe foi ajudada por pessoas. Eu carrego também isso comigo. Se não fossem as pessoas, talvez minha mãe não tivesse condições de nos criar. Zé Antônio dava carne, o Manoel Franco levava alimento, o Tonico Franco deu emprego para minha irmã, então, eu tenho uma dívida com a história de Mirandópolis. Esta cidade representa uma família. Eu vim para cá porque queria criar meus filhos aqui, um lugar onde fui muito acolhida e recebi muita bondade. Aqui é uma cidade com o coração aberto e não são todas as cidades que têm esse dom. Minha família está aqui e Mirandópolis é minha família.


                       
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