Escola para a vida eterna

Escola para a vida eterna

Foto: Hotel Santo Graal

Na paróquia Sant’Ana, de Araçatuba, onde nosso querido Pe. Orlando esteve por vários anos como pároco, há uma capela dedicada a São Geraldo Majella (1725-1755), santo não muito cultuado no Brasil e celebrado em 16 de outubro, junto com Santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados – esta sim, muito cultuada. Mesmo assim, sua vida é impressionante!

São Geraldo foi daqueles que suportou tudo para fazer a vontade de Deus: aceitou não ser aceito como religioso pelos frades capuchinhos por sua frágil saúde, aceitou os maltratos de seu mestre de alfaiataria e, resolvendo trabalhar para o bispo de Lacedônia, aceitou seus modos ríspidos. Neste nosso tempo em que a todo custo se rejeitam sofrimentos, esforços e abstinências, o santo redentorista é um farol: tudo aceitava ao buscar fazer a vontade de Deus.

O próprio ingresso na Companhia do Santíssimo Redentor exigiu determinação extrema: durante a missão dos padres redentoristas na cidade de Muro, onde vivia, São Geraldo quis juntar-se a eles, mas foi impedido pelo superior dos missionários, o qual sugeriu inclusive que lhe trancassem no quarto. Porém, fazendo cordas com os lençóis, desceu pela janela e caminhou 19 quilômetros até alcançar o grupo.

As reservas com que foi aceito – apesar do esforço – logo se diluíram com sua piedade, penitências, inúmeros trabalhos, amor e obediência. Num de seus escritos se lê: “amar muito a Deus; estar sempre unido com Deus; fazer tudo por amor de Deus; amar a todos por amor de Deus; sofrer muito por Deus. Minha única ocupação é fazer a vontade de Deus”. E até quando acusado caluniosamente de ter pecado contra a castidade com uma jovem de uma família com quem convivia, não abriu a boca para defender-se, mesmo diante do próprio Santo Afonso de Ligório, fundador e superior da ordem dos redentoristas.

As severíssimas penalidades recebidas – proibição de ter contato com pessoas de fora do convento e inclusive de comungar –, suportou heroicamente. Como irmão leigo redentorista – não tinha vocação ao sacerdócio –, por sua obediência e amor irrestritos a Deus, foi agraciado com os mais diversos e prodigiosos milagres – chegou a ressuscitar um garoto, multiplicar pão para os pobres e andar sobre as águas!

Se nesta vida os santos alcançam coisas assim, quão grande não é sua recompensa no Céu! Eles são de fato uma escola para a vida eterna!

São Geraldo Majella, intercedei por nós!


                       
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