Diretora da Educação de Mirandópolis explica reforma no Ebe Aurora e Cempis

Diretora da Educação de Mirandópolis explica reforma no Ebe Aurora e Cempis

A semana ficou marcada por conta das voltas às aulas nas escolas municipais, estaduais e particulares de Mirandópolis. Grande parte dos alunos iniciariam presencialmente, entretanto, 12 salas do Ebe Aurora ainda estão com aulas online por conta de parte da escola estar passando por reforma.

Há 10 meses como diretora da Educação de Mirandópolis, Josiane Franco lembra que seu início no cargo foi no período de pandemia, então foram alguns meses para conhecer as equipes gestoras. “Fui conhecendo a infraestrutura das escolas e o que me surpreendeu muito foi que percebi a falta de manutenção preventiva das escolas e dos equipamentos. Então eram poucos materiais, e o que mais me chamou a atenção foram os projetos formativos, que não tinha esse investimento em projetos na rede municipal”, lembra Josiane.

A diretora recorda que quando iniciou seu trabalho o município estava em processo de aquisição do material do Sesi. “Por ter atuado na instituição Sesi por alguns anos, uma das coisas positivas é essa valorização dos profissionais em relação aos projetos formativos, sendo nesse momento que comecei a me situar com os gestores que estavam ali no dia a dia comigo. A área operacional não tinha uma defasagem muito grande e concomitante com esses projetos, a gente foi alinhando as necessidades das escolas”.

MANUTENÇÃO DOS PRÉDIOS

Josiane explica que no ano passado foi realizado um diagnóstico para verificar as reais urgências nas escolas do município. A diretora conta que iniciou um processo de vistoria no Ebe Aurora e também no Cempis, porque era os locais mais preocupantes. “No Ebe estávamos começando a trocar toda a parte elétrica com o pessoal do departamento de obras, até que deparamos com outro problema, que era a estrutura. Então paramos a reforma da rede elétrica devido ao prédio apresentar um problema que trazia sérios riscos. O problema é que chegaram as chuvas, a partir de novembro, daí ficaram suspensos os trabalhos”.

Com parte do prédio do Ebe Autora interditado (12 salas), o departamento de educação pensou inicialmente em levar esses alunos para o prédio do Cempis. Entretanto, no dia 21 de janeiro caiu grande parte do telhado do Cempis. “Estamos com dois problemas para resolver. É bem provável que comportaremos os alunos do Ebe, no período da tarde, na escola 14 de agosto – COC, já que estamos em tratativa para a locação desse espaço. Nós vamos ter 12 salas com toda a estrutura da escola. Então as turmas do Ebe Aurora serão atendidas no COC no período da tarde e outras 10 turmas ficarão no próprio prédio do Ebe que é mais novo e não foi afetado”, explica Josiane, que confirma que os alunos que serão realocados iniciaram as aulas de forma online para não ser prejudicado.

ALUNOS DO CEMPIS

“Em relação aos alunos do Cempis, a gente já está em tratativa também para que eles trabalhem com três eixos, que são atividades esportivas, projeto de vida e protagonismo juvenil e leitura, produção textual e experiências matemáticas. Então estamos procurando um espaço para ludicidade das atividades esportivas e que também atendam com salas. As mães podem ficar tranquilas, porque tanto o Cempis quanto a realocação dos alunos do Ebe Aurora, é provisória”, detalha a diretora.

PREVENÇÃO E ATENÇÃO

Segundo Josiane, na volta às aulas presenciais foi trabalhada a questão informativa de prevenção contra a covid e por enquanto, como estamos voltando agora as recomendações são de uso de máscara, álcool em gel e os cuidados com a higienização da escola. “Todas as nossas escolas passaram pela sanitização e também temos uma preocupação por conta da saúde mental e emocional. Estamos em tratativa para implementar um atendimento 24 horas com aplicativo, tanto para os alunos quanto para os funcionários. Um outro serviço seria de uma fisioterapeuta que trabalha com osteopatia, quiropraxia e terapia craniana”, finaliza a diretora.

*CONFIRA UMA MATÉRIA SOBRE O RETORNO DAS AULAS EM MIRANDÓPOLIS