Estudo e dedicação: estudante da escola Dr. Edgar é aprovado em medicina na USP

Estudo e dedicação: estudante da escola Dr. Edgar é aprovado em medicina na USP

Foto: Arquivo Pessoal

Recentemente, foi divulgada a lista de aprovados em primeira chamada para a USP – Universidade de São Paulo. Entre os aprovados, encontramos a história inspiradora de um aluno da escola Dr. Edgar Raimundo da Costa que, com muito estudo e dedicação, conseguiu alcançar a tão sonhada aprovação em medicina em uma das mais concorridas universidades do país.

Mario Gabriel Gomes Ferreira, de 18 anos, prestou o Provão Paulista, novo formato de vestibular aplicado para os alunos da rede estadual de ensino de forma seriada.

“Quando fui olhar a lista de aprovados eu não estava em casa. Olhei primeiro pelo celular e vi meu nome. Nesse momento comecei a ficar eufórico e tremer. E na minha cabeça pensava que poderia estar olhando errado, com isso queria ir para casa olhar no computador com uma tela maior. Cheguei correndo em casa, a minha mãe já ficou perguntando, eu não queria confirmar porque estava com medo de estar errado. Quando olhei pela segunda vez e vi que fui aprovado, foi uma alegria muito grande”, conta Gabriel.

Para alcançar esse feito, Mario Gabriel revela que estudava em período integral na escola, chegando em sua casa por volta das 16h30, sendo que depois ficava cerca de uma hora na academia e ao retornar para casa passava mais algumas horas estudando.

“Eu queria muito ser aprovado, pois não queria ficar esse ano fazendo cursinho ou estudando em casa. Então quando chegava da academia focava em estudar alguns pontos fracos, como redação, que sabia que precisava melhorar”, detalha o estudante, que prestou vestibular na UFMS, UFGD, AEMS e UNESP, mas não foi aprovado.

Mario Gabriel, Maria Claudia, Pedro, Gabriela e Lorisvaldo. Foto: Arquivo Pessoal

A FAMÍLIA

Filho de Maria Claudia e Lorisvaldo, Mario Gabriel é o irmão do meio de Gabriela e Pedro. “Formei em teologia e a minha esposa formou em pedagogia. Depois de formado fui ser missionário no Maranhão, depois passamos ainda por Rondonópolis e Votuporanga. Depois desse período todo, comecei a fazer medicina na Bolívia, sempre quis ser médico. Fiz alguns anos lá, até que na pandemia consegui transferir para o Brasil. Nunca tínhamos morados em Mirandópolis, viemos porque iniciei um estágio no Hospital Estadual em 2023, sendo que agora vou fazer esse ultimo ano (2024) em Andradina”, explica Lorisvaldo, que foi uma inspiração para o filho prestar vestibular em medicina.

Segundo a mãe, Maria Claudia, o Mario Gabriel é diferenciado e dedicado desde pequeno. “Ele pegava um violão e aprendia sozinho, o teclado foi a mesma coisa. Na matemática dava um show ao fazer conta, isso ainda criança. Ver ele realizando o sonho de entrar em uma grande faculdade, não tem preço e nem como explicar”, relata.

Professora Lidiane Silva. Foto: Divulgação

A PROFESSORA

Lidiane Silva, de 37 anos, foi uma das professoras de Mario Gabriel na escola Dr. Edgar. “Ele iniciou com a gente em 2023, um rapaz que de imediato se mostrou educado, gentil e bastante engajado no seu aprendizado. Desde que chegou ao Edgar ele sempre falou do sonho em ser médico”, comenta Lidiane.

A professora recorda que percebeu um diferencial no aluno quando ele participou das olimpíadas de biologia, atingindo uma ótima pontuação, assim como na olimpíada de astronomia, já que foi um dos poucos alunos que conseguiu ir para a seletiva internacional.“Durante as aulas ele sempre se mostrou interessado, questionador sobre os assuntos e fazia isso com embasamento. Sempre que surgia dúvidas sobre o conteúdo nos procurava para entender do que se tratava. Um outro detalha, na Plataforma Prepara que é oferecida pelo governo como meio de incentivar os alunos para o Provão Paulista, ele assistiu todos os vídeos e realizou todas as atividades disponíveis, mostrando mais uma vez a sua dedicação e compromisso com o seu projeto de vida. Em resumo ele foi um aluno extremamente aplicado, estudioso e acima de tudo comprometido com o seu sonho de ser médico. E conseguiu”, conta Lidiane, que hoje trabalha na Unesp, no laboratório de microbiologia e é pesquisadora da Fapesp, mas que durante o ano passado atuou como professora de biologia na escola Dr. Edgar.


                       
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